Arquivo da categoria: Bolívia

Uyuni: O Salar e o Cemitério de Trens

Uyuni é diferente de tudo. A cidade é minúscula e pintada de branco – reflexo do Salar e do sal que o vento leva. Pouco mais de 10 mil habitantes vivem de uma economia baseada no turismo: albergues, restaurantes, artesanato, agências de turismo e extração de sal. Continuar lendo Uyuni: O Salar e o Cemitério de Trens

Potosí: minas, altitude e frio

Lembra que eu disse que na Bolívia as pessoas são pontuais? Pois é, na estrada para Potosí comprovamos isso. Paramos para fazer um pit stop (xixi e lanches) e o motora falou que tínhamos 20 minutos. Como já havíamos presenciado aquela situação em Santa Cruz, usamos o banheiro (Daniel fez xixi ao ar livre, que feio), compramos nossos lanches, água e voltamos logo para o ônibus. Deus me livre de ser deixada por alí. Aguardamos mais um pouco e o ônibus partiu. Eis que uns 10 minutos depois alguém grita: o casal de franceses ficou!  Continuar lendo Potosí: minas, altitude e frio

Sucre

Sucre é a antiga Capital política da Bolívia, com muitos prédios antigos, pessoas simpáticas e preços justos. Paramos por lá pra irmos nos acostumando com a altitude que é em torno de 2.800 metros acima do nível do mar. Logo que chegamos conseguimos um quarto com banheiro compartilhado, limpo, organizado e um ambiente bem familiar. Quando fui tomar banho percebi que estávamos na altitude: o shampoo e o condicionador que eu levei tinham vazado por conta da pressão nas embalagens cheias. Deixou minhas roupas ensaboadas, lavei e coloquei pra secar. Em menos de uma hora estavam secas, clima seco, tudo seco, achei impressionante isso. O bom é que nosso cabelo fica lindo – as mulheres entenderão 😉

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A estrada da morte

Até agora eu penso que a coisa mais radical que eu já fiz na vida foi essa viagem de ônibus. E olha que eu já voei de ultra-­leve, fiz rapel, treinamento de selva com jiboias gigantes, dormi ao relento, e acampei na praia.

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Meu primeiro mochilão

Ao longo da minha juventude, digo, de minha adolescência em diante, adorava assistir na TV reportagens sobre os países. Ficava encantado com paisagens tão diferentes do local onde nasci, no meio do clima tropical amazônida de Belém do Pará. Imaginava um dia poder vislumbrar todas aquelas paisagens estonteantes que me deixavam boquiaberto pela televisão, e poder um dia me emocionar em ver pessoalmente aqueles lugares lindos com meus próprios olhos, ali, bem na minha frente. “Já pensou?”, era o que eu me perguntava. A partir daí, meus sonhos acabaram se tornando metas de vida: queria ser um viajante, um turista, um mochileiro, ou qualquer outro substantivo que pudesse empregar. O importante era estar lá e viver cada lugar, pé na estrada e alma aberta mundo afora.  Continuar lendo Meu primeiro mochilão

Santa Cruz de la Sierra

Chegamos em Santa Cruz de La Sierra à noite, por volta de 00h em um voo lotado da Gol – algumas pessoas vão no famoso trem da morte, saindo de Campo Grande. Como nosso ponto de partida era Belém do Pará, ficou mais barato comprar passagens aéreas únicas de ida e volta pela Gol, para o mesmo destino. Assim, as passagens Belém – Santa Cruz – Belém nos custaram em torno de R$ 800. Ótimo negócio, principalmente que na época da viagem a Bolívia era um destino inacreditavelmente barato para se conhecer – cambiamos o dóllar à R$ 1,74 (#saudadesdessetempoquenãovoltamais). Continuar lendo Santa Cruz de la Sierra

Introdução

…Porque as únicas pessoas que me interessam são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam ou falam chavões… Mas queimam, queimam, queimam, como fogos de artifício pela noite.

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